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Água digital

Água digital bussola.farm

Água digital é o uso de tecnologia digital no monitoramento da água.


Por exemplo, você pode usar um aplicativo para pagar a conta de água. Então, de alguma forma, o digital já está na contabilidade da água. Só tem um detalhe: para que isso aconteça, alguém precisa calcular o tamanho da conta de água.

Será que quem faz essa conta já entrou na era digital?

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

No Brasil, a Agência Nacional de Águas (ANA) cuida do monitoramento do uso da água. Os dados da ANA indicam que a agropecuária é responsável pela maior parte – mais de 60% – do uso da água (retiradas de água, em linguagem técnica). A irrigação de lavouras é o maior consumidor de água do Brasil, e a ANA usa tecnologia avançada para monitorar o uso da água na irrigação.

PORÉM, existe um tipo de uso de água que tem ficado bem longe do digital: a produção de peixes e de animais aquáticos. Segundo a ANA, o uso de água na aquicultura brasileira PODE CHEGAR a 10% do total. Esse número vem das outorgas concedidas pelos estados e pela ANA para aquicultura em viveiros escavados (Fonte: Conjuntura de Recursos Hídricos, 2020, ANA).

O PROBLEMA: a ANA não possui dados sobre o volume de água usado na aquicultura. Ao contrário da irrigação e da indústria, a aquicultura ainda não possui um sistema oficial de monitoramento digital do uso da água.

ATÉ ONTEM. Pois agora, o MaPeixe, solução de tecnologia digital da bussola.farm, junta o poder de observação do olho humano com o poder dos algoritmos computacionais para identificar, em imagens de satélite de alta resolução, onde estão e que tamanho têm as unidades de produção piscícola do Brasil.

Só em Rondônia, o MaPeixe já mapeou mais de 17 mil unidades de produção da aquicultura em 2020. Com isso, a tecnologia digital nos permite saber que, apenas em Rondônia, temos quase 20 mil hectares de área alagada usada para a produção piscícola.

MaPeixe. Finalmente, a água ficou digital.